Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

JURAMENTO DA ENFERMAGEM

Simbologia Aplicada à Enfermagem


Os significados dados aos símbolos utilizados na Enfermagem, são os seguintes:
· Lâmpada: caminho, ambiente;
· Cobra: magia, alquimia;
· Cobra + cruz: ciência;
· Seringa: técnica
· Cor verde: paz, tranqüilidade, cura, saúde
- Pedra Símbolo da Enfermagem: Esmeralda
- Cor que representa a Enfermagem: Verde Esmeralda
- Símbolo: lâmpada, conforme modelo apresentado
Enfermeiro: lâmpada e cobra + cruz


Técnico e Auxiliar de Enfermagem: lâmpada e seringa

História da Enfermagem


A enfermagem é uma profissão que se desenvolveu através dos séculos.
Somente nos séculos XII e XIV é que houve o progresso da ciência, aumentando os
recursos profissionais na área da cura.

Período Antes de Cristo

Nesse período a doença era considerada como castigo de Deus ou efeito do poder do
demônio; por isso recorriam à sacerdotes que acumulavam funções de médico e enfermeiro.
O tratamento consistia em afastar os maus espíritos através de banhos, massagens, etc.
No Egito praticava-se o hipnotismo.
Na Assíria a medicina era praticada através da magia.
Na Grécia os médicos conheciam os sedativos, fortificantes, ossos, circulação e faziam ataduras.

Período Florence Nithingale

Nascida em Florença em 12 de maio de 1820, era dotada de uma inteligência incomum. Em
1854, seguiu para a guerra da Criméia, instalou em dois hospitais o seu serviço, prestando atendimento a 4.000 feridos. Florence ficou conhecida como a dama da lamparina, pois era com uma lamparina na mão que ela percorria as enfermarias à noite. Até meados do século XIX, era praticamente nula a assistência aos enfermos nos hospitais de campanha, onde a insalubridade aumentava ainda mais o número de mortos. Com seu trabalho, Florence Nightingale lançou as bases dos modernos serviços de enfermagem. Educada pelo pai, aprendeu grego, latim, francês, alemão e italiano, história, filosofia e matemática. Em 7 de fevereiro de 1837, acreditou ter ouvido a voz de Deus conclamá-la a uma missão.
Interessou-se então pela enfermagem, e após formar-se por uma instituição protestante de Kaiserweth, Alemanha, transferiu-se para Londres, onde passou a trabalhar como superintendente de um hospital de caridade. Florence não conhecia o conceito de contato por microorganismos, uma vez que este ainda não tinha sido descoberto, porém já acreditava em um meticuloso cuidado quanto à limpeza do ambiente e pessoal, ar fresco e
boa iluminação, calor adequado, boa nutrição e repouso, com manutenção do vigor do
paciente para a cura. Em suas escolas, Florence baseava sua filosofia em quatro idéiaschave:

1. O dinheiro público deveria manter o treinamento de enfermeiras e este, deveria
ser considerado tão importante quanto qualquer outra forma de ensino.
2. Deveria existir uma estreita associação entre hospitais e escolas de treinamento, sem estas dependerem financeira e administrativamente.
3. O ensino de enfermagem deveria ser feito por enfermeiras profissionais, e não por qualquer pessoa não envolvida com a enfermagem.
4.Deveria ser oferecida às estudantes, durante todo o período de treinamento, residência com ambiente confortável e agradável, próximo ao local.
Durante a guerra da Criméia, entre 1854 e 1856, integrou o corpo de enfermagem britânico em Scutari, Turquia. Seu trabalho de assistência aos enfermos e de organização da infra-estrutura hospitalar a tornou conhecida em toda a frente de batalha. Publicou Notes on Matters Affecting the Health,Efficiency and Hospital Administration of the British Army (1858 Notas sobre a saúde, a eficiência e a administração hospitalar no exército britânico). Fundou em 1860 a primeira
escola de enfermagem do mundo. Em 1901, completamente cega, parou de trabalhar.
Morreu em Londres, em 13 de agosto de 1910.

A Enfermagem como profissão
Atualmente a enfermagem não é somente arte, mas uma ciência, pois baseia-se em
princípios científicos.
Para Wanda Horta a enfermagem tem três seres:
- o ser enfermagem
- o ser enfermeiro
- o ser paciente.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

FRASE DO SOCORRISTA





“ O DESTINO DO TRAUMATIZADO ESTÁ NAS MÃOS DE QUEM FAZ O PRIMEIRO CURATIVO.”

Nicholas Senn, MD (1844-1908)
Fundador da Association of Military Surgeons of the United States

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Avaliação secundária do paciente


A avaliação secundária só é efectuada quando se estabiliza o ABC do doente.

Se ocorre qualquer deterioração durante esta fase então ela deve ser interrompida e
faz-se outra avaliação primária. Devem registar-se todos os procedimentos efectuados.

É realizado o exame com as pontas dos dedos:

Exame da cabeça

• anomalias do couro cabeludo e oculares
• ouvido externo e membrana timpânica
• lesões dos tecidos moles periorbitários

Exame do pescoço

• feridas penetrantes
• enfisema subcutâneo
• desvio da traqueia
• aparência das veias do pescoço


Exame neurológico

• avaliação da função cerebral usando a Escala de Coma de Glasgow
• atividade motora medular
• sensações e reflexos

Exame do tórax

• clavículas e todas as costelas
• murmúrio vesicular e sons cardíacos
• monitorização do ECG (se disponível)


Pélvis e membros

• fraturas
• pulsos periféricos
• cortes, escoriações e outras lesões menores

OBS: Nas vítimas com traumatismo craniano --> suspeitar de lesão da coluna
cervical até prova em contrário

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Ambulância de Suporte Avançado de Vida (UTI Móvel) - SAMU 192


Um dos níveis de resposta do serviço de APH Móvel , a um pedido de atendimento de urgência, avaliado e priorizado pelo médico regulador como potencialmente grave.
A equipe do SAV é composta por médico, enfermeiro e condutor.
Segundo o parâmetro populacional calcula-se uma ambulância SAV para 400.000hab.
Veículo destinado ao atendimento e transporte de pacientes com alto risco em urgências pré-hospitalares ou transporte inter-hospitalar que necessitem de cuidados médicos intensivos.
Dispõe de equipamentos e materiais para realização de procedimentos complexos e avançados de reanimação e estabilização, realizados por médico e enfermeiro

sábado, 24 de outubro de 2009

O QUE FAZER AO SOCORRER UMA VITIMA DE ENVENENAMENTO E/OU INTOXICAÇÕES



Como Identificar um Envenenamento por Ingestão
Os sinais de ingestão de venenos incluem:
• Dor ou cólica abdominal
• Náuseas e vômitos
• Diarréia
• Queimaduras, manchas ou odores dentro ou ao
redor da boca
• Sonolência e inconsciência
• Frascos e recipientes nas proximidades

Cuidados com Envenenamento por Ingestão
Para atender vítimas de envenenamento por ingestão:
1. Determine:
• Tamanho e idade da vítima
• Substância ingerida
• Quantidade ingerida
• Tempo decorrido
2. Se a vítima estiver consciente ligue para o centro de
controle de intoxicações local e siga as instruções.
A maioria dos envenenamentos podem ser tratados
através das orientações fornecidas pelos
atendentes do centro de intoxicações.
3. Se a vítimas estiver inconsciente abra as vias
aéreas, verifique respiração e forneça os cuidados
que forem necessários. Chame o Resgate. Se a
vítima respira, coloque-a na posição de
recuperação sobre o lado esquerdo para retardar a
absorsão do conteúdo do estômago e prevenir o
vômito e a consequente aspiração do conteúddo
gástrico.
4. Se houver orientação do centro de controle de
intoxicações, administre carvão ativado para a
vítima.

O que fazer quando uma pessoa tiver uma Síncope ou Desmaio


Uma síncope, ou desmaio, pode ocorrer devido a:
• Redução ou interrupção do fluxo de sangue para o
cérebro
• Deficiência de nutrientes essenciais, necessários
para o funcionamento celular, como vitaminas e
sais minerais, oxigênio, glicose, etc.
• contusões diretas ou indiretas na cabeça
• influência de substâncias químicas como drogas ou
medicamentos.
• Intoxicações ou envenenamentos

Como Identificar um Desmaio
Os sinais de desmaio incluem:
• Inconsciência momentânea súbita
• Pele pálida, fria e úmida

Cuidados com o Desmaio
Para atender um desmaio:
Verifique o estado de consciência

Se a vítima estiver consciente coloque-a deitada com as
pernas elevadas cerca de 30 centímetros.

Se estiver inconsciente, abra as vias aéreas e verifique a
respiração aplicando os cuidados que forem necessários.

LESÕES NA BOCA


Lesões na boca podem envolver lábios, língua e
dentes.

LESÕES NOS LÁBIOS OU LÍNGUA
Cuidados com lesões nos lábios ou na língua
• Aplique pressão direta.
• Aplique compressas geladas.
• Se houver ferimentos profundos e/ou se o
sangramento não parar procure atendimento
médico.


DENTE AVULSIONADO
A avulsão de dente é uma emergência médica e
necessita de atendimento imediato. Você tem 30 minutos
para ir até um dentista pra que o reimplante seja eficaz.
Por isso, além da rapidêz, é necessário que o dente
avulsionado seja corretamente manuseado e preservado.

Cuidados com dente avulsionado
• Peça para a vítima lavar a boca e colocar um
chumaço de gaze no lugar do dente e morder para
mante-lo no lugar.
• Ache o dente avulsionado e segure-o pela coroa.
Coloque o dente:
1. dentro de um copo saliva e sangue da vítima.
2. dentro da boca da vítima ou da mãe
biológica.
3. dentro de um copo com leite integral.
• Procure atendimento de um dentista para o correto
re-implante.

LESÕES NO NARIZ


a
o
o
s
e
,
e

SANGRAMENTO NASAL
Sangramentos nasais são muito comuns. Ocorrem
quando vasos capilares dentro do nariz rompem-se com
espirros, pancadas, ar ressecado, entre outras causas.
Existem dois tipos de sangramentos nasais:
Anteriores: São os mais comuns e mais fáceis de cuidar.
Correspondem a 90% dos casos.
Posteriores: Envolve sangramento abundante
proveniente da parte posterior do nariz e nasofaringe. São
mais graves e necessitam cuidados médicos.

Cuidados com sangramentos nasais:
• Coloque a vítima sentada com a cabeça
ligeiramente inclinada pra frente.
• Pince (ou peça que a vítima pince) a parte mole da
narina, com os dedos polegar e indicador,
exercendo leve pressão, durante 5 a 10 minutos.

Procure atendimento médico se pelo menos uma das
situações abaixo estiverem presentes:
• Sangramento não pode ser controlado.
• Você suspeita de sangramento nasal posterior
• A vítima apresentar pressão arterial elevada ou
estiver fazendo uso de anticoagulantes ou grandes
doses de aspirina.

LESÕES NOS OLHOS


OBJETOS EXTRANHOS

Diversos são os objetos que podem atingir o olho e
causar danos. Mesmo pequenos objetos podem causar
irritação severa.

Cuidados com Objetos Extranho nos Olhos:
Tente uma ou mais das ténicas abaixopara remover o
objeto:
• Levante a pálpebra superior e.........
• Segure a pálpebra aberta e deixe um filete de água
morna cair
• Examine a parte interna da pálpebra inferior
puxando-a gentilmente. Se for possível ver o objeto
remova-o com uma gaze estéril umidecida ou um
lenço limpo
• Examine a parte interna das pálpebras superiores
puxando-as para cima pelos silios com a ajuda da
haste de um cotonete. Se for possível ver o objeto
remova-o com uma gaze estéril umidecida ou um
lenço limpo


LESÕES PENETRANTES E OBJETOS EMPALADOS

Lesões no olho são emergências graves. Objetos
afiados podem causar grandes danos ao atingirem ou
ficarem empalados no globo ocular.

Cuidados com lesóes penetrantes e objetos
empalados:
• Estabilize objetos empalados com rolos de ataduras
e gazes.
• Cubra tamém o olho bom.
• Procure atendimento médico imediato. Objetos
empalados não podem ser removidos fora do
hospital sem a presença de um médico.

GOLPE NO OLHO

Podem ser leves como um simples arroxeado, ou
graves que comprometa a visão.

Cuidados com golpes no olho:
• Aplique uma compressa fria por 15 minutos para
reduzir a dor. Não aplique sobre o olho e não
exerça pressão direta sobre o olho. Aplique sobre a
região óssea ao redor do olho.
• Procure atendimento médico imediatamente.

AVULSÃO DO OLHO

Cuidados com avulsão do olho:

• Cubra o olho avulsionado com uma compressa
estéril úmida. Não tente colocar o olho de volta no
lugar.
• Proteja o olho com ou copo limpo e mantenha-o no
lugar com uma bandagem.
• Cubra o olho bom.
• Procure atendimento médico imediato.



LESÕES NAS PÁLPEBRAS

Ferimentos nas pálpebras precisam de cuidados
especiais para a recuperação adequada.

Cuidados com ferimentos nas pálpebras:

• Se o globo ocular estiver ferido, não aplique
pressão. Se somente a pálpebra estiver ferida,
coloque uma compressão estéril e aplique uma leve
pressão.
• Cubra ambos os olhos.
• Procure atendiemtno médico imediato.


QUEIMADURAS QUÍMICAS NO OLHO

Queimaduras químicas no olho necessitam de
cuidados imediatos. Danos podem ocorrer em um minuto
comprometendo a visão.

Cuidados com queimaduras químicas nos olhos:

• Mantenha as pálpebras abertas e lave com água
em abundância. Lave por pelo menos 20 minutos.
• Cubra os olhos com compressas estéreis
• Procure assistência médica imediatamente.


QUEIMADURAS PELA LUZ

Cuidados com queimaduras pela luz:

• Cubra ambos os olhos com compressas limpas e
secas. Peça a vítima para não esfregar o olho.
• Procure atendimento médico.

QUEIMADURAS TÉRMICAS


Avalie e atenda as queimaduras térmicas
seguindo os passos:
• Determine a profundidade da queimadura.
Podem ser superficiais ou de primeiro grau,
parciais ou de segundo grau ou, profunda
ou terceiro grau.
Detremine a extensão da queimadura. Use
uma média da porcentagem da superfície
corporal atingida. Use a regra da palma da
mão para ter um parâmetro. Considere que
a palma da mão da vítima equivale a um
porcento da superfície corporal.
Determine que partes do corpo foram
atingidas. Preste muita atenção em
queimaduras no rosto, mãos, pés, genitais,
que circundam o tórax ou membros, que
atinjam articulações.
Detremine se existem outras lesões ou
problemas médicos envolvidos.

Como Atender Queimaduras Térmicas:

Os objetivos dos cuidados para
queimadura são de reduzir a dor, proteger
contra infecção e, determinar a necessidade de
atendimento médico. Muitas queimaduras são
pequenas e não necesssitam de cuidados
médicos.
Queimaduras graves devem ser tratadas
por um médico e necessitam cuidados
hospitalares.
Se a roupa da vítima estiver em chamas,
faça a vítima deitar e rolar. Abafe as chamas
com um cobertor ou toalha ou, jogue água se
disponível.
Procure assistência médica se, pelo menos
uma uma das condições descritas abaixo
estiverem presentes:
• Se a vítima apresentar dificuldade
respiratória.
• Existirem outras leões associadas.
• Se a queimadura atingir face, mãos, pés,
genitálias, articulações, ou atingirem toda a
circunferência do tórax ou extremidades.
• Suspeitar de abuso infantil ou contra o
idoso.
A área atingida em uma queimadura de
segundo grau, ou parcial, for de 20% ou
maior.
A queimadura for de terceiro grau, ou total.

Queimadura Elétrica


A queimadura elétrica resulta da passagem de corrente elétrica pelo cor-
po do paciente. A queimadura pode ser causada por baixa voltagem ( corren-
te alternada) ou alta voltagem (corrente direta). Normalmente a queimadura
elétrica é mais séria do que aparenta. Quando a corrente atravessa o corpo,
destrói músculos, nervos e vasos sangüíneos. Pode resultar em profundas
alterações do balanço ácido-básico e produção de mioglobinúria, acarretan-
do sérias alterações da função renal. Em uma queimadura elétrica importante
em que observarmos urina avermelhada ou cor de "Coca-Cola", devemos
pensar que estão ocorrendo mioglobinúria e acidose. Boius de 50 mEq de
bicarbonato de sódio devem ser dados por via venosa até o pH retornar ao
normal. Em associação, manitol pode ser dado na dose de 25 g imediatamen-
te e bolus de 12,5 g pode ser dado em intervalos regulares até se estabilizar
uma diurese livre de mioglobinúria.

Queimadura Química


Queimaduras químicas são usualmente causadas por ácido sulfúrico ou
ácido nítrico e as lesões por álcali o são por soda cáustica ou amônia anidra.
Geralmente as lesões por álcali são mais graves do que as causadas por ácido,
porque o álcali penetra rapidamente e mais profundamente.
Irrigação imediata com solução neutralizante é mandatória e seguida de
lavagem com água abundante por pelo menos 30 minutos. Queimaduras por
álcali vão requerer prolongadas neutralizações. Lesões por álcali nos olhos
requerem pelo menos 8 h de irrigação contínua.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

QUEIMADURAS


TIPOS DE QUEIMADURAS

As queimaduras podem ser classificadas em térmicas, químicas e elétricas.

Classificação das queimaduras

As queimaduras podem ser classificadas quanto ao grau de profundidade queimada como:

Primerio Grau - também chamada queimadura superficial, atinge as primeiras camadas de pele deixando a área avermelhada.


Segundo Grau - também chamada de queimadura parcial, atinge as camadas da
pele com maior intensidade de calor e as terminações nervosas gerando dor, sua principal caracteristica é a formação de bolhas.


Terceiro Grau - também chamada de queimadura total, destroe completamente as camadas de pele e pode atingir até os musculos e ossos, destroe completamente as
terminações nervosas.


Cuidados para queimaduras de primeiro
grau:
• Esfrie a queimadura com água corrente
durante pelo menos 10 minutos, até que a
dor passe.
• Após esfriar a queimadura aplique gel
hidratante a base de água.


Cuidados com queimaduras de
Segundo Grau com menos de 20% de
superfície corporal atingida:
• Remova roupas e acessórios como jóias,
relógios,etc.
• Esfrie a área atingida com água corrente
fria
• Cubra a área atinjida com uma gaze estéril
seca, de preferência não aderente.
• Aplique gel hidratante a base de água.

Cuidados com queimaduras de segundo
grau com mais de 20% de superfície corporal
atingida e queimaduras de terceiro grau:
• Monitore a respiração
• Remova roupas, acessórios e outros
objetos.
• Cubra a queimadura com uma gaze estéril
seca não aderente.
• Atenda para o choque
Procure atendimento médico.

Sangramentos


Sangramentos ocorre quando uma lesão
ou ferimento atinge e rompe os vasos
sanguíneos fazendo com que o sangue
estravaze para o meio externo ou meio interno.
O termo hemorragia geralmente é utilizado
para sangramentos em grande quantidade. A
hemorragia pode levar a vítima ao estado de
choque e consequentemente à morte se
nenhuma providência for tomada.
Os sangramentos podem ser externos ou
internos. Podem ser classificados em arteriais,
venosos ou capilares de acodo com sua origem.

Arterial - O sangue tem coloração vermelho
vivo e flui em forma de jato a cada batimento
cardíaco.

Venoso - O sangue tem coloração vermelho
azulado e escorre continuamente através do
ferimento.

Capilar - Aparece em pequena quantidade n
ferimento.



Sangramento Interno

Um sangramento interno ocorre quando
um trauma não rompe a pele mas lesiona os
tecidos e vasos sanguíneo subjacentes. Em
alguns casos pode ser fácil identificar o
sangramento interno através do inchaço e
equimose formados no local da lesão. Porém,
em alguns casos, pode ser difícil reconhecer o
sangramento, principalmente quando o sangue
se acumula em orgãos ou cavidades do corpo.
Uma grande quantidade de sangue pode se
acumular em orgãos ou cavidades do corpo
levando a vítima ao estado de choque e
consequentemente à morte.

Como identificar:
Os sinais de sangramento interno podem
aparecer rapidamente ou levar horas ou dias
para aparecer. Incluem:
• Hematoma ou equimose
• Dor e flacidezno local
• Vômito ou tosse com sangue
• Fezes escuras ou com sangue vermelho
vivo


Sinais de Hemorragia interna grave incluem:
• alteração do nível de consciência ou
inconsciência
• gressividade ou passividade
• ansiedade ou indiferença.
• tremores e arrepios do corpo
• pulso rápido e fraco
• respiração rápida e superficial
• pele pálida, fria e úmida
• sudorese
• pupilas dilatadas



Sangramento Externo


Os cuidados de primeiros socorros para os
ferimentos envolvem o controle do sangramento
e impedir o agravamento da lesão e a infecção
protegendo a ferida.
• Use luvas e as barreiras universais
necessárias.
• Exponha o ferimento rasgando ou cortando
a roupa da vítima.
• Coloque um compressa limpa e seca e,
aplique pressão direta sobre o local. A
compressão direta é suficiente para
interromper a maioria dos sangramentos.
• Se o sangramento for no braço ou perna,
mantenha o membro elevado enquanto
continua aplicando pressão sobre o
ferimento.
• Coloque uma bandagem sobre a
compressa para mante-la no local e
continuar aplicando pressão.
• Caso a compressa fique enxarcada de
sangue, não remova. Coloque outras
compressas por cima e continue aplicando
pressão.
-Se ainda sim o sangramento não parar
aplique pressão sobre o ponto de pressão
enquanto continua aplicando pressão
sobre o ferimento e mantendo a elevação
do membro. Os pontos de pressão referen-
se aos pontos onde as artérias passam
superficialmente a pele e próximo aos
óssos e podem ser facilmente comprimidas
interrompendo o fluxo sanguíneo para o
membro lesionado.

Feridas Abertas


Os ferimentos abertos podem ser
classificados como:

ESCORIAÇÃO: somente a parte
superficial da pele é removida,
produzindo um pequeno sangramento.
Em geral são bastante dolorosas, devido
a exposição dos terminais nervosos. É
conhecida também como abrasão,
arranhão ou queimadura por atrito.


INCISÃO: é um ferimento que apresenta
bordas regulares e bem definidas. A
quantidade de sangue que sai depende
da profundidade, região e comprimento
do ferimento.

LACERAÇÂO: ferimento que apresenta
bordas irregulares, com perda ou
destruição do tecido adjacente.




AVULSÃO: ocorre quando um pedaço
de pele é arrancado e fica pendurado ou
pode ser completamente separado do
corpo. Este tipo de ferimento pode
apresentar hemorragia severa.


PERFURAÇÃO: significa que o objeto
penetrou no corpo produzindo um
orifício estreito como por exemplo
ferimentos por pregos, flecha...Neste
tipo de ferimento pode acontecer do
objeto causador ficar empalado no
ferimento.

AMPUTAÇÃO: geralmente é produzida
por um corte ou trauma violento que
arranca ou separa uma parte do corpo.

Ferimentos superficiais poderão ser limpos com
água e sabão para prevenir a infecção. Se
houver sangramento importante, mantenha a
compressa no local e aplique uma bandagem
até que a vítima consiga a assistência médica
adequada.

Para lavar pequenos ferimentos:
• Lave o ferimento com água e sabão.
• Remova pequenos objetos
• Se houver sangramento, aplique uma
compressa limpa sobre o ferimento e
mantenha pressão no local.
• Procure assistência médica para lesões.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Parto de Emergência


Parto Ø um fato natural. Chame a assistŒncia mØdica especializada.
Providencie transporte para um hospital.
No final da gestaçªo, a parturiente começa a apresentar sinais e
sintomas que sªo indicativos do início do trabalho de parto.
Identificaçªo do parto iminente ou período expulsivo
• contraçıes regulares a cada dois minutos
• visualizaçªo da cabeça do bebŒ no canal de nascimento
• ruptura da bolsa
• gestante multípara, com vÆrios partos normais.
Primeiros Socorros
Existem alguns pontos que devem ser lembrados, caso uma pessoa
se encontre diante da emergŒncia de um parto e tenha que prestar auxílios
à parturiente, por falta de recursos mØdicos imediatos ou de condiçıes de
transportÆ-la imediatamente a um hospital.
• Deixe a natureza agir. Seja paciente. Espere atØ que a criança nasça.
• Afaste os curiosos. Procurar ser o mais discreto possível e manter
ao mÆximo a privacidade da gestante.
• Mantenha a calma.
• Nªo permitir que a parturiente vÆ ao banheiro se sªo constatados
os sinais de parto iminente.
• Colocar a parturiente deitada de costas, com os joelhos elevados e
as pernas afastadas uma da outra e pedir-lhe para conter a respiraçªo,
fazendo força de expulsªo cada vez que sentir uma contraçªo uterina.
• Lave bem as mªos. Conserve limpo tudo o que cerca a parturiente.
• À medida que o parto progride, ver-se-Æ cada vez mais a cabeça
do feto em cada contraçªo. Deve-se ter paciŒncia e esperar que a natureza
prossiga o parto; nunca se deve tentar puxar a cabeça da criança para
apressar o parto.
• Somente ampare com as mªos a cabeça da criança que nasce,
sem imprimir nenhum movimento, que nªo o de sustentaçªo.
• Depois de sair totalmente, a cabeça farÆ um pequeno movimento
de giro e, entªo, sairªo rapidamente os ombros e o resto do corpo.
SustentÆ-lo com cuidado. Nunca puxar a criança, nem o cordªo umbilical,
deixar que a mªe expulse naturalmente o bebŒ e a placenta.
• Proteja a criança, evitando contato com locais sujos ou chªo frio e
œmido. Mantenha-a com a cabeça ligeiramente abaixada.
• Limpar o muco do nariz e da boca e assegure-se de que o bebŒ
esteja respirando. Se a criança nªo chorar ou respirar, segurÆ-la de cabeça
para baixo, pelas pernas, com cuidado para que nªo escorregue, e dar
alguns tapinhas nas costas para estimular a respiraçªo. Desta forma, todo
o líquido que estiver impedindo a respiraçªo sairÆ.
• Se o bebŒ nªo estiver respirando, aplicar a respiraçªo artificial
delicadamente, insuflando apenas o volume suficiente para elevar o tórax
da criança, como ocorre em um movimento respiratório normal. Aja com
delicadeza.
• O cordªo umbilical sairÆ com a placenta, cerca de 20 minutos
após o nascimento.
• Nªo hÆ necessidade de cortar o cordªo umbilical, se o transporte
para o hospital demorar menos de 30 minutos. PorØm, se o tempo de
transporte for superior a 30 minutos, deitar a criança de costas e, com um
fio previamente fervido, fazer nós no cordªo umbilical: o primeiro a
aproximadamente quatro dedos da criança (10 cm) e o segundo nó distante
a 5 cm do primeiro. Cortar entre os dois nós com uma tesoura, lâmina ou
outro objeto limpo. As extremidades do cordªo nªo devem sangrar.
• Após a saída da placenta, deve-se fazer massagem suave sobre o
abdômen da parturiente para provocar a contraçªo do œtero e diminuir a
hemorragia que Ø normal após o parto.
• Colocar o bebŒ em contato com a mªe, em seu colo, assim que
liberar a placenta (após cortar o cordªo umbilical).
• Mantenha a mªe e o filho agasalhados.
• Transportar os dois ao hospital para atendimento mØdico. Deve-se
tambØm transportar a placenta para o mØdico avaliar se ela saiu
completamente.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Obstrução das vias aéreas por corpo estranho


A obstrução das vias aéreas classifica-se em sinais de obstrução leve e
obstrução grave. A obstrução grave é uma emergência que causará a morte
em minutos, se não for tratada. Uma vítima inconsciente pode desenvolver
uma obstrução das vias aéreas por causas intrínsecas (língua), que é o motivo
mais freqüente de obstrução das vias aéreas superiores na vítima inconscien-
te, ou extrínsecas (corpos estranhos).
São sinais de obstrução grave: sinal universal de asfixia, oxigenação
inadequada e aumento da dificuldade para respirar, tosse silenciosa, cianose
ou incapacidade para falar ou respirar.
CAUSAS
Existem 3 formas comuns de obstrução das vias aéreas em adultos.
Para cada uma, há um tratamento diferente.
1. Corpo estranho: um corpo estranho (p. ex., alimento) pode instalar-
se nas vias aéreas e bloqueá-las.
2. Língua relaxada: a língua pode cair para trás, na garganta, obstruin-
do as vias aéreas levando a vítima à inconsciência.
3. Edema das vias aéreas: o edema e a obstrução das vias aéreas
superiores ou inferiores podem produzir-se por doenças como asma, infec-
ção ou alergia. A posição da cabeça ou do pescoço e a manobra de Heimlich
não eliminam tal forma de obstrução.

Descrição da técnica

1. Confirme sinais de obstrução de vias aéreas.
2. Pergunte: Você está engasgado? Se a vítima
sinalizar afirmativamente com a cabeça, a ajuda será
necessária.
3.Coloque-se em pé atrás do paciente, envolva
a cintura dele com seus braços.
4. Feche uma das mãos, coloque o lado onde
está o polegar contra o abdômen do paciente, entre o
umbigo e o processo xifóide.
5. Segure a mão que está fechada com a outra mão e pressione-a
contra o abdômen do paciente, com movimentos para trás e para cima, em
direção ao diafragma até ocorrer a desobstrução ou o paciente perder a
consciência.
6. Se o paciente perde a consciência, abra as vias aéreas com a mano-
bra de inclinação da cabeça e elevação do queixo, observe a boca e tente
visualizar o objeto. Somente nesse caso realize a varredura digital para retirar o
objeto ou utilize uma pinça.
Promova duas ventilações. Após a primeira ventilação, observe se há
expansão torácica, caso não haja reposicione a cabeça do paciente e faça
uma nova ventilação. Se a obstrução persistir, inicie RCP .

TIPOS DE VIATURAS DE EMERGÊNCIA


Unidades Móveis

As Ambulâncias são classificadas em:
TIPO A – Ambulância de Transporte: veículo destinado ao transporte em decúbito horizontal
de pacientes que não apresentam risco de vida, para remoções simples e de caráter eletivo.
TIPO B – Ambulância de Suporte Básico: veículo destinado ao transporte inter-hospitalar de
pacientes com risco de vida conhecido e ao atendimento pré-hospitalar de pacientes com risco
de vida desconhecido, não classificado com potencial de necessitar de intervenção médica no
local e/ou durante transporte até o serviço de destino.
TIPO C - Ambulância de Resgate: veículo de atendimento de urgências pré-hospitalares de
pacientes vítimas de acidentes ou pacientes em locais de difícil acesso, com equipamentos de
salvamento (terrestre, aquático e em alturas).
TIPO D – Ambulância de Suporte Avançado: veículo destinado ao atendimento e transporte
de pacientes de alto risco em emergências pré-hospitalares e/ou de transporte inter-hospitalar
que necessitam de cuidados médicos intensivos. Deve contar com os equipamentos médicos
necessários para esta função.
TIPO E – Aeronave de Transporte Médico: aeronave de asa fixa ou rotativa utilizada para
transporte inter-hospitalar de pacientes e aeronave de asa rotativa para ações de resgate, dota-
da de equipamentos médicos homologados pelo Departamento de Aviação Civil - DAC.
TIPO F – Embarcação de Transporte Médico: veículo motorizado aquaviário, destinado ao
transporte por via marítima ou fluvial. Deve possuir os equipamentos médicos necessários ao
atendimento de pacientes conforme sua gravidade.

ESTADO DE CHOQUE


O estado de choque é um distúrbio
hemodinâmico que causa perfusão orgânica e
oxigenação tecidual inadequadas.
A circulação pode ser comparada a uma
sistema hidráulico fechado onde, o coração faz
o papel de bomba; as artérias, veias e capilares
fazem o papel de canos e o sangue corresponde
ao líquido que é bombeado pelo sistema pela
ação da bomba.
O líquido circulante flui a uma presssão
constante que o distribui em todas as partes do
sistema de uma maneira equilibrada. Um dano
em um dos três componetes (bomba, canos e
lìquido) pode levar a perda de pressão e falência
do sistema, fazendo com que os tecidos fiquem
sem receber sangue oxigenado adequadamente
levando a vítima a uma condição chamada
Choque.

COMO IDENTIFICAR O ESTADO DE CHOQUE

Os sinais de choque incluem:
• Alteração do estado mental
∗ Agitação
∗ Ansiedade
∗ Fadiga
∗ Confusão
• Pele fria, úmida e pálida
• Estremidades frias e pálidas
• Náusea e vômito
• Respiração rápida e superficial
• Inconsciência

Como Atender
Mesmo que os sinais de choque não
estejam presentes, atenda todas as vítimas
seriamente feridas ou de males súbitos para o
choque
• Coloque a vítima deitada de cóstas.
• Eleve as penas cerca de 30 centímetros se
não houver suspeita de lesão na coluna.
• Cubra a vítima com cobertores ou mantas
térmicas para mante-la aquecida.

Como agir em uma crise convulsiva


Como Identificar uma Convulsão
Os sinais de convulsão incluem:
• Queda súbita
• Perda da consciência
• Contração e relaxamento de toda a musculatura do
corpo de forma desordenada e involuntária

Cuidados com a Convulsão
Para atender uma convulsão:
1. Afaste objetos próximos para evitar lesões
2. Durante a convulsão proteja a cabeça da vítima
com as mãos espalmadas
3. Se a vítima estiver inconsciente e respirando
coloque-a na posição de recuperação
4. Procure serviço de emergência - SAMU 192 se:
• Ocorrer convulsão por motivo desconhecido
• A convulsão durar mais de cinco minutos
• A vítima não recuperar-se rapidamente,
apresentar novo episódio de convulsão
• A vítima apresentar dificuldade respiratória
• A vítima estiver grávida
• A vítima apresentar outros problemas
médicos
• Houver qualquer sinal de trauma

Histórico Atendimento Pré-Hospitalar


A necessidade de um atendimento pré-hospitalar começou nos campos de batalha com o transporte do ferido, permitindo o tratamento médico fora da zona de combate. Os soldados eram transportados em carroças de tração animal, para receberem o atendimento médico longe dos conflitos.
Dominique Larrey, cirurgião e chefe militar, em 1972 começa prestar os primeiros cuidados aos soldados feridos no próprio campo de batalha com a finalidade de prevenir possíveis complicações.
Esse tipo de atendimento aos soldados no campo de batalha continuou até a formação da Cruz Vermelha Internacional, em 1863, cujo objetivo era prover o atendimento do ferido o mais breve possível.
Na I e II Guerras Mundiais e nas Guerras do Vietnã e da Coréia, as enfermeiras tiveram sua presença marcada ativamente no atendimento aos soldados feridos.
Em 1953, no EUA, foram desenvolvidas as primeiras técnicas de respiração artificial, sendo que, três anos mais tarde surge o primeiro desfibrilador para tórax fechado.
O primeiro projeta de SAMU (Serviço Atendimento Móvel de Urgência) foi criado em 1964, no mesmo ano foi decretado à obrigação de 240 hospitais a possuírem ambulâncias de reanimação tripuladas por médico e enfermeiro (SMUR – serviço móvel de urgência e reanimação). No ano seguinte é desenvolvido o conceito de unidade móvel de terapia intensiva.
No Brasil, em 1949, há a criação do SAMDU (Serviço de Assistência Médica Domiciliar de Urgência) em São Paulo. Em 1986 há a implantação do GSE (1º Grupamento de Socorro e Emergência do Corpo de Bombeiros), no Rio de Janeiro.
Na década de 80, o Estado de São Paulo já utilizava um serviço destinado ao atendimento as urgências e emergências, o “192”, número telefônico pelo qual se chamava o serviço, pertencente à Secretaria Municipal de São Paulo.
No início dos anos 90 o serviço de APH (Atendimento Pré Hospitalar) é direcionado para o trauma no Corpo de Bombeiros, que são moldados a partir do modelo norte-americano. Em 1996, na cidade de Ribeirão Preto-SP, é implantado o SAMU, a partir do modelo francês.
O atendimento pré-hospitalar, em assim sendo, consiste num conjunto de medidas e procedimentos cientificamente comprovados, pré-estabelecidos e eficazes, executados no lapso temporal compreendido entre o instante em que ocorre um acidente, até a chegada da vítima à unidade hospitalar.

Escrito por Thais e Mariana.

CHOQUE HIPOVOLÊMICO


Fisiopatologia

A fisiologia do choque hipovolêmico consta de:
Volume sangüíneo diminuído - Retorno venoso diminuído - Retorno venoso diminuído -
Volume sistólico diminuído - Debito cardíaco diminuído - Perfusão tecidual diminuída

OS principais órgãos acometidos e os sinais e sintomas correspondentes
a cada um deles ( dentre eles os principais observados no pré-hospitalar):

- Cérebro – possui uma auto-regulação de perfusão, desde que a PAM não seja menor
que 60 a 70 mmHg. Quando há diminuição deste parâmetro, temos uma diminuição de
perfusão cerebral, que afeta todos os níveis de sua função podendo variar desde uma
desorientação até o estado de coma;
- Coração: a hipoperfusão leva a disfunção cardíaca. (taquicardia , dor torácica,dispnéia,
hipotensão );
-Pele : a hipotensão aciona o S.N. Simpático que age nas glândulas sudoríparas levando
uma sudorese (pele fria, úmida e cianótica);


Choque Hipovolemico

Sinais Compensado Descompensado
Pulso taquicardia taquicardia acentuada
Pele palidez, úmida palidez cérea (como cera);
sudorese intensa
Pressão arterial normal Diminuída
Consciência Não alterada alterada – da desorientação
ao coma

INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM

Avaliação da Cena
1 segurança da cena;
2 mecanismo do trauma;
3 numero de vítimas;
4 auto- proteção;
5 equipamentos essenciais.

Exame da Vítima
Exame primário (deve ser realizado em até 02 segundos);
avaliação geral imediata;
nível de consciência ( A,V,D,I);
A -avaliação das vias aéreas com estabilização de cervical;
B – respiração ( Ver, Ouvir e Sentir);
C – circulação ( palidez ou tom acinzentado de pele indicam problema circulatório):

Vítima que não responde
Palpar pulso carotídeo ao mesmo tempo que o pulso radial;
A presença de pulso carotídeo indica atividade cardíaca
Avaliar temperatura da pele, o choque é sugerido pela presença de pele fria; iniciar reanimação cárdio-pulmonar (02 ventilações X 30 compressões torácicas), na ausência de pulso carotídeo; ignorar hemorragias discretas.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

MANOBRA PARA REMOÇÃO DE CAPACETE


1º O primeiro socorrista ajoelha-se atrás da cabeça do doente. Numa posição o mais estável possível, segura, com as palmas das mãos o capacete e mantém-no nessa posição, fixando as pontas dos dedos no rebordo do capacete.

2º O segundo socorrista, ajoelha-se ao lado do acidentado, a nível do tórax e desaperta ou corta, se necessário, a fita de queixo do capacete. Abre a viseira do capacete se ela estiver fechada.

3º Depois de se certificar do tipo de capacete e de todas as manobras que vai ter que efectuar para o retirar, o segundo socorrista segura o crânio do acidentado, colocando uma mão no occipital e a outra sobre a boca do acidentado por forma a fazer pressão com o dedo indicador e o polegar sobre os ossos que formam as maçãs do rosto.

4º Depois de completada esta manobra e de ter garantida uma posição estável, o segundo socorrista informa o primeiro que pode começar a retirar o capacete. O tipo de manobra a fazer depende do tipo de capacete (integral, sem protecção facial, de abertura frontal).Ao retirar o capacete, o socorrista tem que premir o almofadado interior ou forçar a abertura do capacete por forma a facilitar a passagem das orelhas. O capacete é retirado fazendo pequenos movimentos frente/traseira. Puxar com delicadeza!

5º Quando o bordo inferior do capacete (integral) atingir o nível do nariz, diminua a amplitude dos movimentos frente/traseira. Continue a retirar o capacete tendo no entanto atenção para não levantar involuntariamente a cabeça do acidentado. Prossiga a manobra até retirar completamente o capacete. Lembre-se, no entanto que pode haver cabelos emaranhados no capacete. Se se tratar de alguém com cabelos compridos, o socorrista que segura a cabeça, pode juntá-los ao crânio no momento em que coloca a mão no occipital.
6ºQuando o capacete tiver sido retirado, o segundo socorrista deverá manter a cabeça na posição inicial até iniciar o alinhamento cervical, nos casos em que for indicado.
7ºO primeiro socorrista coloca, então, as mãos abertas de cada um dos lados da face do paciente, por forma a que os seus dedos polegares fiquem sobre os ossos que formam as maçãs do rosto e os restantes dedos sobre o occipital, garantindo assim o alinhamento neutro e estável da coluna do paciente.
8ºO segundo socorrista só abandona a posição quando é informado pelo colega que a cabeça do paciente está segura. Então, selecciona o colar cervical “MIAMI J” da medida apropriada e executa a sua aplicação.
fonte:http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://vmerchc.no.sapo.pt/Pag/aprenda/barras/trabalhos/Trauma/capacete/capacete8.gif&imgrefurl=http://vmerchc.no.sapo.pt/Pag/aprenda/barras/trabalhos/Trauma/ret_capacete.htm&usg=__kGhHqk2CA0VnfFuMg6lHhkq6Ih4=&h=287&w=400&sz=40&hl=pt-BR&start=4&tbnid=DzdVIO2r5AlStM:&tbnh=89&tbnw=124&prev=/images%3Fq%3Dcolar%2Bcervical%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-BR



USO DO COLAR CERVICAL


OBSERVAÇÃO IMPORTANTE Leia as instruções antes de usar. O treinamento do uso deste equipamento deve ser realizado antes da sua utilização no paciente. A aplicação deste produto deve ser realizada por profissionais da saúde, treinados em Emergências Médicas (Resgate e Remoções) e sob a responsabilidade de um coordenador médico. 1- A ESCOLHA DO TAMANHO DO COLAR CERVICAL. É importante o uso do tamanho apropriado. O colar muito pequeno poderá não prover a imobilização suficiente, enquanto o colar muito grande poderá levar a uma hiperextensão cervical no paciente. A escolha do tamanho ideal para o paciente é feita calculando-se a distância entre uma linha imaginária no ombro onde o colar ficará apoiado e a base do queixo. 2- MEDIDA DO TAMANHO NO COLAR A medida exata do colar é a distância entre o ponto de referência (botão) e a borda inferior do plástico rígido e não até o emborrachado de espuma. Esta medida do colar, designa, também, o tamanho da tala – fácil de imobilização. 3- MEDIDA DO TAMANHO NO PACIENTE Quando o paciente se encontra em posição neutra cervical, use seus dedos para visualizar a distância entre o ombro e o queixo. 4-- MEDIDA DO TAMANHO NO COLAR Você pode usar seus dedos para escolher o tamanho do colar cervical mais adequado para o paciente APLICAÇÕES POSICIONANDO O APOIO MENTONIANO Com a cabeça do paciente em alinhamento neutro, posicione o apoio mentoniano deslizando o colar para cima do torax. Tenha certeza de que o mento, esta bem apoiado pelo suporte mentoniano. Dificuldade em posicionar o suporte pode indicar a necessidade de um colar menor. FECHAMENTO DO VELCRO Revise novamente a posição da cabeça do paciente e o colar, certificando que o alinhamento está adquado. Tenha certeza de que o queixo do paciente cobre a fixação central do suporte mentoniano. Se isto não acontecer aperte o colar até que o suporte apropriado seja obtido. Selecione um colar cervical menor caso você perceba que apertando muito o colar poderá levar a uma hipertensão.

sábado, 26 de setembro de 2009

Tratamento Pré-hospitalar do Traumatismo Abdominal


No trauma abdominal, a hemorragia constitui prioridade de tratamento, por ser cau-
sa de morte nas primeiras horas. Nenhum tratamento instituído na fase pré-hospitalar do atendimento vai conter a hemorragia de órgãos e estruturas abdominais. Em algumas vítimas, essa hemorragia é mais lenta e dá certa estabilidade inicial, mas, se não controlada, agrava as condições da vítima. Devemos nos preocupar em transportá-la o mais rapidamente possível ao hospital de referência, sem demora com medidas muitas vezes ineficazes, como acesso venoso e infusão de soro. O soro infundido na vítima sem prévio controle da hemorragia muitas vezes aumenta a perda de sangue. As medidas de acesso venoso e infusão de soro não devem retardar o encaminhamento da vítima, mas são úteis em casos de transporte a longa distância, que ultrapassem 10 minutos, e quando não retardem o atendimento definitivo.
Medidas a serem tomadas pelos socorristas para minimizar os danos do estado
de choque em decorrência do trauma abdominal:
● Desobstruir as vias aéreas permitindo boa ventilação.
● Ministrar oxigênio a 12 ou 15 litros por minuto.
● Elevar os membros inferiores (posição de choque).
● Aquecer a vítima evitando a hipotermia, que agrava o estado de choque.
● Controlar hemorragias externas de ferimentos ou imobilizar fraturas de
ossos longos, como fêmur e úmero, da maneira mais rápida possível, sem
retardar o transporte, para minimizar perdas adicionais de sangue.
● A calça antichoque, se disponível e com autorização do médico regulador e
supervisão do médico de intervencionista, pode, em algumas situações,
minimizar o estado de choque.

Em caso de evisceração (saída de vísceras por ferimentos abdominais), limpa
essas vísceras de detritos grosseiros com soro fisiológico e cobri-Ias com plástico esterili
zado próprio para esse fim ou com compressas úmidas a fim de isolá-las do meio ambien
te. Em hipótese alguma, tentar reintroduzir as vísceras no abdômen, porque o sangra
mento se agrava ou propicia o extravasamento de fezes.
Em casos de objetos que penetrem no abdômen, como pedaços de ferro, madeira
ou outros, nunca retirá-los. Corte-os, se necessário, e proteja-os para que não se movam
durante o transporte. Esses corpos estranhos só podem ser retirados em centro cirúrgico,
onde haja condições de controlar o sangramento.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Amigdalite


Conceito

Amigdalas: são massas de tecido esponjoso linfóide, localizadas posteriormente e bilateral a garganta, tem como função proteção, ajudando na prevenção de infecções, além de serem responsáveis pela produção de anticorpos.

Amigdalite
Processo inflamatório localizado na mucosa que reveste a orofaringe e as amigdalas palatinas.
Podem ser de origem bacteriana ou viral. Se bacteriana, geralmente é causada pela bactéria Streptococcus pyogenes, sendo o tipo mais perigoso das infecções de garganta, ocasionando hipertermia e podem formar abcessos.

Contágio - O risco de contágio é elevado e geralmente por contato com os fluidos nasais ou da garganta de uma pessoa infectada. Assim, tanto a tosse como os espirros podem veicular partículas de secreções infectadas que são diretamente inaladas por quem estiver no seu trajeto.
Também os copos, talheres, e outros objetos que tiverem contato com as mucosas orais ou nasais dos doentes podem conter bactérias ou vírus.

Duração - O período de incubação, tempo que decorre entre o contágio e o aparecimento da doença é em média de sete dias nas amigdalites bacterianas por estreptococos.
Nos casos de amigdalites virusais esse período é muito variável, dependendo do tipo de vírus, e pode ir de horas até semanas.
O regresso das amígdalas e gânglios, ao seu aspecto e tamanho normal pode demorar semanas.


Sinais e Sintomas

-Dor de garganta que pode variar de leve a severa;
-Dor de ouvido;
-Dificuldade e dor para engolir;
-Calafrios e hipertermia;
-Cefaléia;
-Hálito alterado;
-Mudanças no paladar e olfato;
-Mialgia;
-Dor abdominal;
-Vômitos;
-Astenia;
-Aumento dos linfonodos cervicais;
-Abscesso amigdaliano ou retrofaringeo;
-Placas purulentas na garganta.

Complicações
Se não tratada, pode trazer complicações secundárias como febre reumática, surdez, problemas nos rins e coração. Pode levar a casos graves como septicemia e choque bacteriano.
Tratamento


Amigdalite viral
Sintomático
-Analgésicos
-Antitérmicos
-Hidratação
-Anestésicos antes da alimentação

Amigdalite bacteriana

1ª Opção
Penicilina benzatina < 25kg: 600.000U/ IM; dose única
>25 kg: 1200.000U/IM; dose única

Amoxicilina 40 a 50 mg/kg/dia, VO, 8/8 horas durante 10 dias
Penicilina V < 12 anos 400.000U/ dose, VO, 12/12 hrs, por 10 dias
> 12 anos 800.000U/dose, VO, 12/12 hrs, por 10 dias

Nos alérgicos á penicilina
Utilizado macrolídeos
Eritromicina 30 a 50 mg/kg/dia VO 6/6 ou 8/8 hrs por 10 dias

Azitromicina < 15 anos 10mg/kg/dia VO, dose única, por 5 dias
> 15 anos 500mg/dia, VO, dose única, por 5 dias


Claritromicina 15mg/kg/dia, VO 12/12 hrs por 10 dias


Indicações de Adenoamigdalectomia

-Obstrução respiratória alta importante, por aumento das adenóides ou das amigdalas com desconforto respiratório (apnéia do sono) acompanhada de hipoventilação pulmonar.
-Interferência na deglutição
-Suspeita de malignidade – aumento unilateral de amigdala

Cuidados de Enfermagem

Auxiliar na alimentação
Oferecer alimentos macios, como sopas, bebidas mornas, e chás
Realizar higiene da cavidade oral
Colocar anestésicos na cavidade oral antes da alimentação
Verificar sinais vitais, em especial a temperatura
Realizar medicação conforme prescrição médica

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

INFORMAÇÕES SOBRE O SAMU 192-SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE URGÊNCIA


O que é o SAMU?

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) é um programa que tem como finalidade prestar o socorro à população em casos de emergência.

Quando chamar o SAMU?

Nesses casos, deve-se chama o SAMU, através do telefone 192 (ligação gratuita):

* Na ocorrência de problemas cardio-respiratórios
* Em casos de Intoxicação exógena
* Em caso de queimaduras graves
* Na ocorrência de maus tratos
* Em trabalhos de parto onde haja risco de morte da mãe ou do feto
* Em casos de tentativas de suicídio
* Em crises hipertensivas
* Quando houver acidentes/trauma com vítimas
* Em casos de afogamentos
* Em casos de choque elétrico
* Em acidentes com produtos perigosos
* Na transferência inter-hospitalar de doentes com risco de morte

Comitê Gestor Nacional

O Comitê tem como missão analisar os indicadores do Samu/192 e fazer o mapeamento detalhado da urgência no Brasil. Os dados subsidiarão ações intersetoriais e permitirão correções necessárias que garantam a perfeita adequação da Política Nacional de Atenção às Urgências. Com o Comitê, o Brasil terá, pela primeira vez, um Plano de Atenção a Desastres, instrumento que definirá as ações estratégicas em saúde para casos de grandes catástrofes com múltiplas vítimas, como enchentes, deslizamentos de terra, acidentes com materiais químicos e até nucleares.
A atuação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) no Brasil é acompanhada pelo Comitê Gestor Nacional de Atenção às Urgências. Esse comitê assessora gestores e instituições diretamente envolvidas na estruturação e na organização da atenção às urgências no País. O órgão é formado por representantes dos ministérios da Saúde, da Defesa, dos Transportes, das Cidades e da Justiça, e de membros de entidades e órgãos ligados à saúde e à Segurança Pública, como a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Rodoviária Federal.

Informações Úteis

O sucesso do SAMU depende não apenas do esforço do governo federal, mas de toda a sociedade brasileira. Por isso, o serviço depende de uma gestão unificada com os governos Estaduais e Municipais e seus respectivos conselhos e secretarias de saúde.

MAIS INFORMAÇÕES ACESSE O SITE:
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=456

O que é UPA 24 Horas?


As Unidades de Pronto Atendimento - UPA 24h são estruturas de complexidade intermediária entre as Unidades Básicas de Saúde e as portas de urgência hospitalares, onde em conjunto com estas compõe uma rede organizada de Atenção às Urgências. Objetivando alcançar a maior abrangência possível nos territórios, além das UPA's, uma outra unidade está sendo contemplada neste momento - a Sala de Estabilização - que poderá ser alocada em municípios e regiões com pequeno porte populacional.
UPA 24h Mais agilidade e eficiência na Saúde.
Na primeira etapa já foram investidos pelo Ministério da Saúde R$ 188.850.000,00 na construção imediata de 123 Unidades de Pronto Atendimento - UPA 24h em todo território nacional. Até o final de 2010 estão previstas mais 377 unidades, totalizando 500 novas Unidades de Pronto Atendimento - UPA 24h em todo país, além de centenas de Salas de Estabilização (SE), cujo levantamento em curso apontará as prioridades. Simultaneamente, estão sendo acolhidos os projetos para reforma e adaptação de área física, objetivando o aproveitamento das unidades preexistentes. As unidades (UPA e SE) cujos projetos forem aprovados pelo Ministério da Saúde, sejam novas ou preexistentes, farão jus também a receber 50% do custeio.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O que é Fratura Óssea?


Fratura:
É toda solução de continuidade súbita e violenta de um osso. A fratura pode ser fechada quando não houver rompimento da pele, ou aberta (fratura exposta) quando a pele sofre solução de continuidade no local da lesão óssea. As fraturas são mais comuns ao nível dos membros, podendo ser únicas ou múltiplas. Na primeira infância, é freqüente a fratura da clavícula. Como causas de fraturas citam-se, principalmente, as quedas e os atropelamentos. Localizações principais: fratura dos membros, as mais comuns, tornando-se mais graves e de delicado tratamento quanto mais próximas do tronco; fratura da bacia, em geral grave, acompanhando-se de choque e podendo acarretar lesões da bexiga e do reto, com hemorragia interna; fratura do crânio, das mais graves, por afetar o encéfalo, protegido por aquele; as lesões cerebrais seriam responsáveis pelo choque, paralisia dos membros, coma e morte do paciente. A fratura do crânio é uma ocorrência mais comum nas grandes cidades, devido aos acidentes automobilísticos, e apresenta maior índice de mortalidade em relação às demais. O primeiro socorro precisa vir através de aparelho respiratório, pois os pacientes podem sucumbir por asfixia. Deve-se lateralizar a cabeça, limpar-lhe a boca com o dedo protegido por um lenço e vigiar a respiração. Não se deve esquecer que o choque pode também ocorrer, merecendo os devidos cuidados; fratura da coluna: ocorre, em geral, nas quedas, atropelamentos e nos mergulhos em local raso, sendo tanto mais grave o prognóstico quanto mais alta a fratura; suspeita-se desta fratura, quando o paciente, depois de acidentado, apresenta-se com os membros inferiores paralisados e dormentes; as fraturas do pescoço são quase sempre fatais. Faz-se necessário um cuidado especial no sentido de não praticar manobras que possam agravar a lesão da medula; coloca-se o paciente estendido no solo em posição horizontal, com o ventre para cima; o choque também pode ocorrer numa fratura dessas. Obs: Jamais alinhe uma fratura.

DEA Desfibrilador Externo Automatico


-Desfibrilador Externo Automatico de Acesso Publico com onda bifasica retilenea de baixa energia para choque que reduz a exposição do miocardio aos altos picos de corrente;
-Permite ser configurado para sequencia de 3 choques com energias escalonaveis ou 3 choques fixos;
-Possuir interface grafica com o operador com sequencia indicada atraves de leds, mostrando todos os passos da ressuscitação;
-Utiliza comandos de voz em portugues para guiar o socorrista durante a sequencia de ressuscitação que pode incluir desfibrilação e/ou ressuscitação cardiopulmonar (RCP);
-Possui tela de cristal liquido para exibição de mensagens de texto, numeros de choques, tempo decorrido e profundidade da RCP. Pode ainda ser configurado para exibir ou não o traçado de ECG;
-Atraves dos eletrodos, monitora o ritmo cardiaco da vitima, analisa o ritmo e determina se o mesmo é tratavel ou não por choque. Quando necessario, a energia da desfibrilação tambem é fornecida atraves desses mesmos eletrodos;
-Permite o uso do eletrodo CPR-D Padz, que inclui um sensor que detecta a frequencia e a profundidade das compressões toracicas durante a RCP. Com este eletrodo o equipamento ira estimular o socorrista atraves de comandos de voz a realizar uma RCP eficaz com uma frequencia de 100 compressões por minuto (CPM) e uma profundidade de compreensão de 3,8 a 5,1cm para pacientes adultos, conforme preconizado pela AHA/ERC;
- A tampa da unidade funciona como um SPSVA (PASS): apoia o pescoço e os ombros da vitima em uma posição que auxilia a abertura das vias aereas;
-Possui memoria interna para armazenamento dos traçados de ECG pré e pós-choque, sequência de choques, etc;
-Permite a transferência dos dados armazenados na memória interna para um computador tipo PC através de porta IrDA (infravermelha). O software para PC em português que permite armazenar, visualizar e imprimir os eventos, pode ser baixado gratuitamente da Internet através do site http://www.zoll.com;
- Utiliza pilhas de lítio facilmente encontradas no mercado, de forma a não depender do fornecedor do equipamento para reposição das pilhas, agilizando com que o equipamento seja recolocado em uso;
- Executa autotestes periódicos para garantir sua disponibilidade contínua.

Opcionalmente este equipamento pode ser adquirido com configuração adicional para armazenamento do som ambiente no momento do atendimento.

Acompanha (quando configurado para uso público):
10 (dez) pilhas de lítio tipo CR123A;
1 (um) eletrodo CPR-D padz (com sensor para RCP);
1 (uma) bolsa para transporte;
1 (um) manual do administrador;
1 (um) manual de operação.