Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

TÉCNICAS DE CURATIVOS

Resumo: 

Tratar de uma lesão, não significa apenas aplicar um produto ou substância, significa cuidar de um ser único, que possui suas peculiaridades e devem ser respeitadas na hora de escolher a forma de tratamento e a técnica de curativo. 


As técnicas de curativos são procedimentos assépticos que vão desde a irrigação com solução fisiológica até a cobertura específica que auxiliarão no processo de cicatrização. 


A enfermagem deve ser bastante criteriosa, quanto aos medicamentos nas lesões e nas técnicas de curativos corretas, sem contaminações, pois podem interferir de uma forma positiva ou negativa na cicatrização. 


Tipos de Curativos: 

O Tipo de curativo a ser realizado varia de acordo com a natureza, a localização e o tamanho da ferida. Em alguns casos é necessária uma compressão, em outros lavagem exaustiva com solução fisiológica e outros exigem imobilização com ataduras. Nos curativos em orifícios de drenagem de fístulas entéricas a proteção da pele sã em torno da lesão é o objetivo principal. 

Curativo semi-oclusivo:
 Este tipo de curativo é absorvente, e comumente utilizado em feridas cirúrgicas, drenos, feridas exsudativas, absorvendo o exsudato e isolando-o da pele adjacente saudável. 

Curativo oclusivo
: não permite a entrada de ar ou fluídos, atua como barreira mecânica, impede a perda de fluídos, promove isolamento térmico, veda a ferida, a fim de impedir enfisema, e formação de crosta. 

Curativo compressivo: Utilizado para reduzir o fluxo sanguíneo, promover a estase e ajudar na aproximação das extremidades da lesão. 

Curativos abertos: 
São realizados em ferimentos que não há necessidade de serem ocluídos. Feridas cirúrgicas limpas após 24 horas, cortes pequenos, suturas, escoriações, etc, são exemplos deste tipo de curativo. 



Classificação do Curativo de acordo com o Tamanho da Ferida: 


Curativo pequeno:
 curativo realizado em ferida pequena: aproximadamente 16 cm2. (ex: cateteres venosos e arteriais, cicatrização de coto umbilical, fístulas anais, flebotomias e/ou subclávia/jugular, hemorroidectomia, pequenas incisões, traqueotomia, cateter de diálise e intermitente). 

Curativo Médio: curativo realizado em ferida média, variando de 16,5 a 36 cm2. (ex: Cesáreas infectadas, incisões de dreno, lesões cutâneas, abscessos drenados, escaras infectadas, outros especificar). 

Curativo grande: 
curativo realizado em ferida grande, variando de 36,5 a 80 cm2. (ex: Incisões contaminadas, grandes cirurgias – incisões extensas (cirurgia torácica, 
cardíaca), queimaduras (área e grau), toracotomia com drenagem, úlceras infectadas, outros). 

Curativo Extra Grande:
 curativo realizado em ferida grande, com mais de 80 cm2 (ex: Todas as ocorrências de curativos extragrandes deverão obrigatoriamente constar de justificativa médica). 


Técnica de Curativo: 

Normas Gerais: 


• Lavar as mãos antes e após cada curativo, mesmo que seja em um mesmo paciente; 
• Verificar data de esterilização nos pacotes utilizados para o curativo (validade usual 7 dias); 
• Expor a ferida e o material o mínimo de tempo possível; 
• Utilizar sempre material esterilizado; 
• Se as gazes estiverem aderidas na ferida, umedecê-las antes de retirá-las; 
• Não falar e não tossir sobre a ferida e ao manusear material estéril; 
• Considerar contaminado qualquer material que toque sobre locais não esterilizados; 
• Usar luvas de procedimentos em todos os curativos, fazendo-os com pinças (técnica 
• asséptica); 
• Utilizar luvas estéreis em curativos de cavidades ou quando houver necessidade de 
• contato direto com a ferida ou com o material que irá entrar em contato com a ferida; 
• Se houver mais de uma ferida, iniciar pela menos contaminada; Nunca abrir e trocar 
• curativo de ferida limpa ao mesmo tempo em que troca de ferida contaminada; 
• Quando uma mesma pessoa for trocar vários curativos no mesmo paciente, deve iniciar pelos de incisão limpa e fechada, seguindo-se de ferida aberta não infectada, drenos e por último as colostomias e fístulas em geral; 
• Ao embeber a gaze com soluções manter a ponta da pinça voltada para baixo; 
• Ao aplicar ataduras, fazê-lo no sentido da circulação venosa, com o membro apoiado, tendo o cuidado de não apertar em demasia. 
• Os curativos devem ser realizados no leito com toda técnica asséptica; 
• Nunca colocar o material sobre a cama do paciente e sim sobre a mesa auxiliar, ou carrinho de curativo. O mesmo deve sofrer desinfecção após cada uso; 
• Todo curativo deve ser realizado com a seguinte paramentação: luva, máscara e óculos. 


Em caso de curativos de grande porte e curativos infectados (escaras infectadas com áreas extensas, lesões em membros inferiores, e ferida cirúrgica infectada) usar também o capote como paramentação; 


Quando o curativo for oclusivo deve-se anotar no esparadrapo a data, a hora e o nome de quem realizou o curativo. 

Cuidados importantes: 

• Em portadores de ostomias e fístulas utilizar placa protetora e TCM na proteção da pele nas áreas adjacentes à ferida; 

• Não comprimir demasiadamente com ataduras e esparadrapos o local da ferida a fim de garantir boa circulação; 

• As compressas e ataduras deverão ser colocadas em saco plástico protegidos e jogar no hamper de roupa do paciente. Quando este material estiver com grande quantidade de secreção, deve-se colocar em saco plástico e desprezar; 

• Trocar os curativos úmidos quantas vezes forem necessárias, o mesmo procedimento deve ser adotado para a roupa de cama, com secreção do curativo; 

• Quando o curativo da ferida for removido, a ferida deve ser inspecionada quanto a sinais flogísticos. Se houver presença de sinais de infecção (calor, rubor, hiperemia, secreção) comunicar o S.C.I.H. e / ou a supervisora e anotar no prontuário, colher material para cultura conforme técnica; 

• O curativo deve ser feito após o banho do paciente, fora do horário das refeições; 

• O curativo não deve ser realizado em horário de limpeza do ambiente, o ideal é após a limpeza; 

• Em feridas em fase de granulação realizar a limpeza do interior da ferida com soro fisiológico em jatos, não esfregar o leito da ferida para não lesar o tecido em formação. 

• Os drenos devem ser de tamanho que permitam a sua permanência na posição vertical, livre de dobras e curva; 

• Mobilizar dreno conforme prescrição médica; 

• Em úlceras arteriais e neuropatias diabética (pé diabético) manter membro enfaixado e aquecido com algodão ortopédico; 

• Em úlceras venosas, manter membro elevado. 


Antes de Iniciar o Curativo, deve-se realizar: 

- Avaliação do estado do paciente, principalmente os fatores que interferem na cicatrização, fatores causais, risco de infecção; 

- Avaliação do curativo a ser realizado, considerando-os em função do tipo de ferida; 

- Orientação do paciente sobre o procedimento; 

- Preparo do ambiente (colocar biombos quando necessário, deixar espaço na mesa de cabeceira para colocar o material a ser utilizado, fechar janelas muito próximas, disponibilizar lençol ou toalha para proteger o leito e as vestes do paciente quando houver possibilidade de que as soluções escorram para áreas adjacentes); 

- Preparar o material e lavar as mãos; 

- Após estes preparativos, podemos iniciar o curativo propriamente dito (remoção, limpeza, tratamento, proteção). 


Após a realização do curativo proceder a: 


• Recomposição do paciente; 
• Recomposição do ambiente; 
• Destinação dos materiais (colocar em sacos no carrinho de curativos encaminhando à C.M.E. o mais rápido possível, ou de acordo com as rotinas do Setor); 
• Lavar as mãos; 

Evolução
: Registro do procedimento incluindo avaliação da ferida; Após cada curativo devem ser anotadas no prontuário do paciente as seguintes informações sobre a lesão: 

• Localização anatômica; 
• Tamanho e profundidade; 
• Tipo de Tecido 
• Presença de secreção / exsudato (quantidade, aspecto, odor); 
• Bordas e Pele peri-ulceral; 
• Presença de crosta; 
• Presença de calor, rubor, hiperemia e edema. 


Observações


- A evolução do curativo, bem como os materiais gastos deverão ser anotados ao término de cada curativo, evitando assim erros e esquecimentos de anotações; 
- Se houver mais de um curativo em um mesmo paciente anotar as informações separadas para cada um deles citando a localização do mesmo. 

Lembre-se de: 

• Evitar falar no momento da realização do procedimento e orientar o paciente para que faça o mesmo; 
• Fazer a limpeza com jatos de SF 0,9% sempre que a lesão estiver com tecido de 
• granulação vermelho vivo (para evitar o atrito da gaze); 
• A troca do curativo será prescrita de acordo com a avaliação diária da ferida; 
• Proceder a desinfecção da bandeja, carrinho, ou mesa auxiliar após a execução de cada curativo, com solução de álcool a 70%; 
• Manter o Soro Fisiológico 0,9 % dentro do frasco de origem (125 ml); 
• Desprezar o restante em caso de sobra; 
• O T.C.M. deve ser distribuído em frascos pequenos estéreis, (individuais); 
• Realizar os curativos contaminados com S. F. 0,9 % aquecido (morno). 


Principais erros cometidos ao se realizar um Curativo: 

• Usar curativo em feridas totalmente cicatrizadas; 
• Cobrir o curativo com excesso de esparadrapo; 
• Trocar o curativo em excesso em feridas secas; 
• Demorar a trocar o curativo de feridas secretantes; 
• Esquecer de fazer as anotações ou não faze-las corretamente; 
• Não lavar as mãos entre um curativo e outro; 
• Conversar durante o procedimento; 
• Misturar material de um curativo e outro, em um mesmo paciente; 
• Não fazer desinfecção do carrinho de um curativo para outro. 



Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO 
http://www.portaleducacao.com.br/enfermagem/artigos/5709/tecnicas-de-curativos?utm_source=ALLINMAIL&utm_medium=email&utm_content=78423898&utm_campaign=Top_10_-_099_-_Enfermagem&utm_term=y.jm.lt92.yuw2bi.b.ecu.q.hd#!5#ixzz3HknBfO6b

ANIMAIS PEÇONHENTOS E VENENOSOS




ANIMAIS PEÇONHENTOS são aqueles que possuem glândulas de veneno que se comunicam com dentes ocos, ou ferrões, ou aguilhões, por onde o veneno passa ativamente. Ex.: serpentes, aranhas, escorpiões, abelhas, arraias.

ANIMAIS VENENOSOS são aqueles que produzem veneno, mas não possuem um aparelho inoculador (dentes, ferrões) provocando envenenamento passivo por contato (taturana), por compressão (sapo) ou por ingestão (peixe baiacu). 

SERPENTES 

As serpentes são animais vertebrados, carnívoros, que pertencem ao grupo dos répteis. Podem ser classificadas em dois grupos básicos: as peçonhentas, que são aquelas que conseguem inocular seu veneno no corpo de uma presa ou vítima, e as não peçonhentas, ambas encontradas no Brasil, nos mais diferentes tipos de habitat, inclusive em ambientes urbanos. A serpente peçonhenta é definida por três características fundamentais: presença de fosseta loreal; presença de guizo ou chocalho no final da cauda; presença de anéis coloridos (vermelho, preto, branco ou amarelo). 

Gênero: Bothrops

Jararaca (Bothrops jararaca) 



Coloração esverdeada com desenhos semelhantes a um "V" invertido, corpo delgado medindo aproximadamente 1m. Sua picada causa muita dor e edema no local, podendo haver sangramento também nas gengivas ou em outros ferimentos pré-existentes. É encontrada nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia. 

Cruzeira (Bothrops alternatus) 



Coloração marrom escuro, possui desenhos em forma de gancho de telefone. Mede aproximadamente 1,5m. Encontrada em vegetação rasteira, perto de rios e lagos ou plantações. Sua picada causa muita dor local, podendo haver sangramento também nas gengivas ou em outros ferimentos pré-existentes. É encontrada nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e Minas Gerais. 

gênero Bothrops é encontrado principalmente em zonas rurais e periferias de grandes cidades, preferindo ambientes úmidos como matas e áreas cultivadas e locais onde haja facilidade para proliferação de roedores (paióis, celeiros, depósitos de lenha). O acidente botrópico é responsável por cerca de 90% dos envenenamentos em nosso país. 

Gênero: Crotalus

Cascavel (Crotalus durissus)



Coloração marrom-amarelado, corpo robusto, medindo aproximadamente 1m. Apresenta chocalho na ponta da cauda. Após a picada, o paciente apresenta visão dupla e borrada e sua face se apresenta alterada (pálpebras caídas, aspecto sonolento). A urina pode se tornar escura de 6 a 12 horas após a picada. É encontrada nos Estados de Rondônia, Roraima, Pará, Maranhão, Tocantins, Ceará, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. 

Gênero: Micrurus 

Coral Verdadeira (Micrurus frontalis)



Possui anéis vermelhos, pretos e brancos ao redor do corpo, medindo entre 70 e 80cm. Se esconde em buracos, montes de lenha e troncos de árvores. Após a picada, o paciente apresenta a visão dupla e borrada, a face se apresenta alterada (pálpebras caídas, aspecto sonolento), dores musculares e aumento da salivação. Insuficiência respiratória pode ocorrer como complicação do acidente. É encontrada nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins e Bahia. 

Gênero: Lachesis

Surucucu


Também conhecida como pico-de-jaca. A cauda apresenta escamas eriçadas como uma escova. É a maior das serpentes peçonhentas das Américas, atingindo até 3,5m. São encontradas apenas em áreas de floresta tropical densa, como a Amazônia, pontos da Mata Atlântica e alguns enclaves de matas úmidas do Nordeste. 


Tratamento

O tratamento consiste na administração, o mais precocemente possível, do soro antiofídico, distribuído gratuitamente pelo Ministério da Saúde para todos os hospitais, postos de atendimento médico.

Medidas Preventivas

Usar botinas com perneiras ou botas de cano alto no trabalho, pois 80% das picadas atingem as pernas abaixo dos joelhos.

Usar luvas de couro nas atividades rurais e de jardinagem; não colocar as mãos em buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros, utilizando para isso um pedaço de pau ou enxada.

Examinar os calçados, pois serpentes podem refugiar-se dentro deles.

Vedar frestas e buracos em paredes e assoalhos.

Limpar as proximidades das casas, evitando folhagens densas junto delas.

Evitar acúmulo de lixo, entulhos e materiais de construção.

Avaliar bem o local onde montar acampamentos e fazer piqueniques.

Preservar inimigos naturais (raposa, gambá, gaviões e corujas) e criar aves domésticas, que se alimentam de serpentes.


LAGARTAS(Lonomia sp)




Lagartas, rugas, mandorovás, marandovás, bicho cabeludo e taturanas identificam lagartas (larvas) de lepidópteros vulgarmente conhecidas como borboletas, de hábitos diurnos, ou mariposas, de hábitos noturnos. Os acidentes com lagartas de vários gêneros são comuns em todo o Brasil.

A lagarta Lonomia ou simplesmente taturana, como é mais conhecida no sul do país, apresenta coloração marromesverdeada com listras longitudinais marrom-escuro e amarelo- ocre, cabeça cor de caramelo e espinhos ramificados e pontiagudos, em forma de "pinheirinhos" ao longo do dorso. Chegam a medir de 6 a 7cm. Dados das Regiões Sul e Sudeste indicam que existe uma sazonalidade na ocorrência desses acidentes, que se expressa mais nos meses de verão (novembro a março) e que vários fatores são responsáveis pelo crescimento desta espécie no sul do país, como o desmatamento, condições climáticas favoráveis, diminuição dos predadores e adaptação deste agente a espécies vegetais exóticas ao meio. As lagartas alimentam-se de folhas, principalmente de árvores e arbustos. A intoxicação ocorre pelo contato com as cerdas ou espículas da lagarta. O veneno está nos espinhos e atua no sangue provocando falta de coagulação. A manifestação inicial é dor e irritação imediatas no local atingido; dor de cabeça e náuseas; sangramentos através da pele, gengiva, urina, pequenos ferimentos, nariz. A vítima pode ter hemorragias que podem levar à morte.

Tratamento

Lavagem da região com água corrente e compressas frias, antihistamínico oral, creme de corticóide local e analgésicos, se necessário.

Medidas Preventivas

Olhar, atentamente, para as folhas e troncos de árvores, evitando contato com as taturanas.

Verificar presença de folhas roídas, casulos ou pupas e fezes de lagartas no solo.

Usar luvas quando manipular troncos, árvores frutíferas ou em atividades de jardinagem.



 

ESCORPIÃO

Os escorpiões têm hábitos noturnos e, durante o dia, escondem-se sob cascas de árvores, pedras e dentro de domicílios, principalmente em sapatos. Podem sobreviver vários meses sem alimento e mesmo sem água, o que torna seu combate muito difícil. Os escorpiões picam com a cauda, causando muita dor local, que se irradia; pode ocorrer suor, vômitos e até mesmo choque. No Brasil, os de importância médica pertencem ao gênero Tityus.

Escorpião Amarelo (Tityus serrulatus)



Amarelo claro, com manchas escuras sobre o tronco e na parte inferior do fim da cauda, podendo chegar a 7cm. O quarto anel da cauda possui dentinhos formando uma serra. É encontrado nos Estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.

Escorpião Marrom (Tityus bahiensis)



Marrom avermelhado escuro, braços e pernas mais claros, com manchas escuras, pode ter até 7cm. Não possui serrinha na cauda. É encontrado nos Estados de Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Além dos citados acima existem outros escorpiões do mesmo gênero: o Tityus stigmurus, encontrado nos Estados da Região Nordeste do país; o Tityus cambridgei, na Região Amazônica e o Tityus metuendus, nos Estados do Amazonas, Acre e Pará.

Tratamento

O tratamento consiste na aplicação local de anestésico e, nos casos mais graves, deve ser usado o soro antiescorpiônico ou antiaracnídico.

ARANHAS

As aranhas são animais carnívoros, alimentando-se principalmente de insetos, como grilos e baratas. Muitas têm hábitos domiciliares e peridomiciliares. Apresentam o corpo dividido em cefalotórax e abdômen. No cefalotórax articulam-se os quatro pares de patas, um par de pedipalpos e um par de quelíceras, onde estão os ferrões utilizados para inoculação do veneno.

Armadeira (Phoneutria sp)


De cor cinza ou castanho escuro, corpo e pernas com pelos curtos e vermelhos perto dos ferrões, atingem até 17cm quando adultas, incluindo as pernas (o corpo de 4 a 5cm). A armadeira é encontrada em terrenos baldios, sob cascas de árvores, cachos de bananas e até dentro de casas em calçados. Sai para caçar em geral à noite. É muito agressiva, assumindo postura ameaçadora (daí seu nome). Apresenta uma dor intensa no local da picada. É encontrada na Região Amazônica, nos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Tratamento
O tratamento consiste na aplicação local de anestésico e, nos casos mais graves, deve ser usado o soro antiaracnídico.

Aranha Marrom (Loxosceles sp)


De cor marrom amarelada, sem manchas, abdômen em forma de caroço de azeitona, atinge de 3 a 4cm incluindo as pernas. Vive em teias irregulares que constrói em tijolos, telhas, cantos de parede. Não é agressiva e os acidentes são raros mas, em geral, graves. Os primeiros sintomas de envenenamento são uma sensação de queimadura e formação de bolhas e escurecimento da pele no local da picada. É encontrada em várias regiões do país, principalmente no Estado de Santa Catarina.

Tratamento: O tratamento é feito com soro aracnídico ou antiloxoscélico.

Aranha de Grama, Aranha de Jardim ou Tarântula (Lycosa sp)




De cor acinzentada ou marrom, com pelos vermelhos perto dos ferrões e uma mancha escura em forma de flecha sobre o corpo. Atinge até 5cm, incluindo as pernas. Vive em gramados e os acidentes são frequentes, porém sem gravidade. É encontrada, praticamente, em todo o país.
Tratamento: não há necessidade de tratamento com soro.

Viúva Negra (Latrodectus sp) 



De cor preta, com manchas vermelhas no abdômen. A fêmea mede 2,5 a 3cm, o macho é 3 a 4 vezes menor. Vive em teias que constrói sob vegetação rasteira, em arbustos, barrancos. São conhecidos poucos acidentes no Brasil, de pequena e média gravidade. É encontrada, praticamente, em todo o país.

Tratamento: o tratamento consiste na aplicação local de anestésico nos casos mais graves, deve ser usado o soro antilatrodectus.

Caranguejeira (Mygalomorphae)




Aranha de porte geralmente grande, na cor marrom escuro, com pelos compridos nas pernas e no abdômen. Pode atingir até 25cm com as patas estendidas. Embora muito temida, os acidentes são raros, ocorrendo apenas uma dermatite pela ação irritante dos pelos do abdômen, que se desprendem quando o animal se sente ameaçado. É encontrada, praticamente, em todo o país.

Tratamento: não há necessidade de tratamento com soro.

Medidas Preventivas

Usar calçados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem.
Examinar e sacudir calçados e roupas pessoais, de cama e banho, antes de usá-las.
Afastar camas das paredes e evitar pendurar roupas fora de armários.
Não acumular lixo orgânico, entulhos e materiais de construção.
Limpar o domicílio, observando atrás de móveis, cortinas e quadros.
Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros, meia-canas e rodapés. Utilizar vedantes em portas, janelas e ralos.
Limpar locais próximos das casas, evitando folhagens densas junto delas e aparar gramados.
Combater a proliferação de insetos, principalmente baratas e cupins, pois são alimentos preferidos dos aracnídeos.
Preservar os inimigos naturais e criar aves domésticas, que se alimentam de aracnídeos.

Em caso de dúvida ligue para o Centro de Intoxicações de sua região - Ligação Gratuita

1770 SIVITOX -Campo Grande/MS
0800.780.200 CIT/RS - Porto Alegre
0800.410.148 CIT/PR - Curitiba
0800.148.110 CEATOX/SP - São Paulo
0800.284.4343 CIAVE/BA - Salvador
0800.643.5252 CIT/SC - Florianópolis
0800.771.3733 CCI/SP - São Paulo

Fonte: Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas - SINITOX
 
http://www.portaleducacao.com.br/enfermagem/artigos/891/animais-peconhentos-e-venenosos?utm_source=ALLINMAIL&utm_medium=email&utm_content=78423897&utm_campaign=Top_10_-_099_-_Enfermagem&utm_term=y.jm.lt92.yuw2bi.b.ecu.q.hd#!3#ixzz3HkiCcjV8

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Significado da palavra AMBU


















Sigla decorrente de ter sido apresentada em Amsterdan significando: Amsterdan Medical Breath Unit, para indicar o respirador artificial manual com Bolsa auto-inflável, podendo ou não estar ligada ao Oxigênio e em Paciente intubado ou com simples máscara.

Read more: http://www.enciclopedia.med.br/wiki/Ambu#ixzz3GtLNSGPl